Mostrar mensagens com a etiqueta Climas. Mostrar todas as mensagens
Mostrar mensagens com a etiqueta Climas. Mostrar todas as mensagens

2011/04/09

let the music do the talking

uma verdadeira harmonia de principiantes. não tinha ideia: fiquei-me com a beleza e a verdade e com o olhar que embevecido requeria paz e ternura. como trazer a luz para a noite. acordo. conduzo. desvio. regresso ao caminho contigo em modo secreto. trago-te. fumo-te em modo auditivo. pedalo-te em modo matinal quase que de forma fugaz. era como se alguém tivesse passado por mim, numa bicicleta ou numa moto, tão depressa que ao entrar no Túnel da João XXI e ouvir esta música o melhor mesmo a fazer foi deixar que ela fizesse o seu papel.


Video Credits: PaperBag13 on youtube.com

Março '11.

We Have Everything, pelos Young Galaxy
:-:-: Young Galaxy, via Kraak FM <'+++<

2011/04/02

é como agarrar o sol a caminho de casa

re-acordei há pouco e acho que vou voltar a escrever neste blog. este mesmo espaço que tantas transformações presenciou nos últimos 6 anos. este canto marítimo que serviu de mote para as minhas ondas, este lugar que se desfez em pétalas de gelo e pérolas de paixaum >+++'>, este recanto que me fez perder um comboio e desfrutar de uma maior luminosidade, esta playlist que te traz no meu peito através das minhas ¶¶ pleasure songs.

a inquietude é espectacular. a intermitência que circunda a vista também.
porque me embebedei pelos sonhos. Lucy?



Video Credits: 4ADRecords on youtube.com

I Saw You Blink, pelos Stornoway
:-:-: Stornoway, via Kraak FM <'+++<

2009/05/17

The Commuter

Um destes dias, irei ao passado ver como anda o meu futuro. Basta apanhar o comboio certo.


Video Credits: TheJoyFormidable @ youtube.com

Cradle, pelos The Joy Formidable
:-:-: The Joy Formidable, via Kraak FM <'+++<

2009/05/14

Um Comboio que Pára em Todas as Estações e Apeadeiros

Era isto que ouvia quando do comboio saías e que curiosamente espreitavas em articulação com o movimento que fazias ao mesmo tempo que, já na plataforma, acendias um cigarro.


Tenho que realmente dar atenção ao que de mim anda perto, já que tiros nos pés e viagens pelo túnel do tempo não fazem parte das minhas funções matemáticas preferidas, especialmente quando elas andam em loop.

É possível que à terceira seja de vez. De imobilizado numa estação, passo a ganhar a vida numa outra. Adjacente à minha.

Video Credits: a minha querida amiga oaktree555 in Supersonic '08 @ youtube.com

Fractured Skies, pelos Parts & Labor
:-:-: Parts & Labor, via Kraak FM <'+++<

2008/12/21

Top 31-2008-Freaking Out and Breaking It Off



A citação da semana no meio de uma animada conversa:

- Um dia vou encontrar o meu amor num concerto dos The National. :)
- Ya, eu acho que perdi o meu num desses concertos. :S

Depois de vários temas do top que já desfilaram pelo Kraak FM <'+++<, alguns deles com ligações a este blog, hoje é o dia do tema que se encontra na posição #10: um dos temas que muito rodou nos meus dispositivos musicais de 2008, "If I Know You", do álbum 'Apocalypso', dos australianos The Presets.

Para ouvir:
If I Know You, pelos The Presets
:-:-: The Presets, via Kraak FM <'+++<

2008/06/20

Diálogo no Messenger

- Como estás?
- Void. :S

2008/06/09

Secar o Peixe em Terra


Eu não sou um cavalo e tu não és nenhum anjo. Se eu fosse um cavalo, seria tão apressado como um leopardo. Se eu fosse um cavalo, seguramente espezinharia o pastor. Se eu fosse um cavalo, teria tijolos na minha crina. Se eu fosse um cavalo, vomitaria para cima das próprias rédeas.

Mãos e peso nas minhas costas. As tuas mãos nos meus músculos.

Mas... eu não sou nenhum cavalo. Nem cavaleiro.
E tu... não és anjo nenhum.
E eu ouvia Sunset Rubdown.

[photo by Anna @ Varsóvia (PL), 19 Set '07]

2008/06/08

Calai-vos e Deixai-me Sonhar Esta Noite

Video Credits: EpochalProductions @ youtube.com

"Shut Up I Am Dreaming Of Places Where Lovers Have Wings", pelos Sunset Rubdown, extraída do álbum 'Shut Up I Am Dreaming'. Um dos temas para brilhar hoje no concerto dos canadianos Sunset Rubdown, na ZdB, em Lisboa. Outro dos temas, mais um daqueles que me faz chorar, "The Men Are Called Horsemen There", em audição por este blog, nesta data. Para quem quiser ouvir um dos temas mais tensos dos últimos tempos, é só carregar, via side-bar deste blog, no botão play.

Os Sunset Rubdown lançaram em 2007 um daqueles que foi por mim considerado como um dos melhores álbuns do ano: 'Random Spirit Lover'. Mais informações sobre os Sunset Rubdown, via Kraak FM <'+++<, podem aqui ser recolhidas.

Ai deles que não toquem aquelas músicas. Prevê-se hoje mais uma catarse na ZdB.

2008/06/07

O Contraste


Passar o sábado em casa a descansar e a ouvir músicas entretanto guardadas na cave do meu cérebro permite-me concluir que, quando as nuvens já não sabem a qualquer coisa metalizada, é altura de finalmente acreditar que o tempo quente começa a chegar.

Com ele eu consigo compreender que ainda me possa sentir triste, mas, embora possa ser difícil, tento ver as possibilidades de continuar a aguardar para que eu próprio me compreenda. Olho para mim mesmo e tudo o que vejo é a minha tristeza auto-reflectida. Olho para o exterior e seguramente vejo que o verão está a chegar.

Como se exteriormente tudo corresse bem e interiormente algumas tristezas são dificeis de ultrapassar. Ainda.

O tema "It's Summertime" [MP3 cortesia de Nathaniel através do blog I Guess I'm Floating], dos The Flaming Lips, do álbum 'Yoshmi Battles the Pink Robots' foi um dos responsáveis por este apontamento.

[photo by Mano Joca @ Trinity College, Dublin, 6 Abr '08]

How Long Will I Wait For...

... The Best Revenge? [Pelos Fischerspooner]


Video Credits: discocaine @ youtube.com

2008/03/21

Músicas Que (Ainda) me Fazem Chorar: Hoje, I Still Remember

Passado pouco mais de 1 ano do aparecimento do tema "I Still Remember" dos Bloc Party, pergunto-me como é que um clip e uma música podem ajudar a fazer o retrato deste blog...


Video Credits: wichitarecordings @ youtube.com
by Bloc Party, "I Still Remember", extraído do álbum 'A Weekend in the City', 2007.


Os comboios não têm mastros, mas no mundo moderno, a maioria deles tem pelo menos um pantógrafo ou se alimentam através de um terceiro carril.

2008/02/16

O Alívio do Vento


Qual será a sensação do vento quando após meses, meses e meses de passagem e paragem numa determinada estação, ele continuar a passar nessa estação, mas sem parar?

Há dias não sabia fotografar o nevoeiro. Hoje confesso que também não sei fotografar o vento.

2008/01/14

A Beleza Que Nos Aniquila a Vida

Nos tempos que correm e reduzido a quase nada, pensava eu que já conseguia distinguir a diferença entre ingenuidade e sacanice.

2007/12/30

Worry Not, All Things Are Well


Agarra-me. Aumenta o volume. Pára tudo.

Será que era eu que andava sozinho? Será que era eu que tudo fazia para manter algo no ar e nunca me teria apercebido que afinal a maturidade só existia efectivamente de um lado?

Quando a construção das ideias sobre relações, namoros e casamentos que trazíamos de miúdos parece estar errada ou pouco clara, será que o melhor a fazer é, de forma ingénua, atirar algo pela varanda, na esperança que a fragilidade no nosso interior, volte um dia a florescer no campo?

Atados, pensamos que tudo isso possa ser verdade. Quando desapertamos os nós das gravatas é que vemos que não. Gostamos de seguir as passadas erradas de outros. Não resistimos a parar para ver o acidente que ocorreu na faixa contrária à nossa. Gostamos de experimentar o que nos é vedado porque muitas vezes cremos nas séries de televisão onde tudo acaba bem, tal como morrer e ressuscitar de volta ao mundo anterior, nos nossos laboratórios imaginativos.

Se o resto do mundo chateia, nada como agarrar novas ideias, tocar pequenas coisas que nos dão prazer, ouvir pequenas cenas que nos põem efectivamente à parte da mediania.

Sorry, mas todo o vinho é mesmo para mim. Linear ou não.

Após terem o single do ano, os The National voltam a brilhar neste blog com o 2º melhor tema de 2007, na minha modesta opinião: "Apartment Story", do álbum 'Boxer', um dos 10 melhores de 2007, na minha opinião.

Mais informações sobre os The National, em termos figurados, aqui. Em termos musicais, neste link.



"Oh we’re so disarming darling, everything we did believe
is diving diving diving diving off the balcony
Tired and wired we ruin too easy
sleep in our clothes and wait for winter to leave

Hold ourselves together with our arms around the stereo for hours
While it sings to itself or whatever it does
when it sings to itself of its long lost loves
I’m getting tied, I’m forgetting why

Tired and wired we ruin too easy
sleep in our clothes and wait for winter to leave
but I’ll be with you behind the couch when they come
on a different day just like this one
"

[image credits: The National]

2007/12/29

At the Bottom of a Gigantic Crateer, an Armchair Calls to You


Apesar da rudez do outono, o inverno começou calmo e isto não prentende ser uma melodia fúnebre. É uma das canções que, por um trilho, me levam ao mar, onde as ondas falam. Prova de que o mar não está morto.

Quando o mar estiver morto, ele já me terá levado e assim brinco com as palavras como se estivesse a jogar um jogo de tabuleiro e...

canto a canção que o silêncio canta. Como se estivesse estendido numa cadeira de baloiço, a analisar que os seus movimentos, para trás e para frente, assemelham-se a uma progressão geométrica cuja razão não é constante. Pelos vistos, no infinito, com ou sem impulsos travados ou não pela inércia e pelo atrito, essa cadeira ambulante continua no mesmo lugar. Talvez este seja o seu apocalipse.

Ouve, o tempo é mesmo uma variável desonesta.


O tema de hoje (o 3º melhor que mais me marcou em 2007), não é novo, já por este blog passou e teve direito a escrito. Trata-se de "Armchairs", trazida pelo norte-americano Andrew Bird no seu álbum 'Armchair Apocrypha', um dos melhores álbuns editados em 2007, segundo a minha opinião pessoal. Mais alguns (meus) apontamentos sobre Andrew Bird, podem aqui ser encontrados.

"The awkward pause
The fatal flaw
Time, it's a crooked bow
Time is a crooked bow

In time you need to learn, to love
The ebb just like the flow
Grab hold of your bootstraps, and pull like hell
until gravity feels sorry for you, and lets you go
As if you lack the proper chemicals to know
the way it felt the last time you let yourself fall this low

Time's a crooked bow
Time's a crooked bow
Time, it's a crooked bow
"

2007/12/27

... With a Book in My Hand, #2



Como eu não quero nem posso andar a vaguear por palavras que não salvam a minha vida,
Como eu não quero nem posso pensar que grandes cabeças se passeiam com corpos delicados,
Como eu não quero nem posso pensar em voar e aterrar de emergência sob uma qualquer ponte deste mundo,

Deixo por aqui uma das músicas do ano de 2007, na minha opinião: "John Allyn Smith Sails" dos Okkervil River, do álbum 'The Stage Names', o 2º melhor álbum de 2007, na minha opinião. Esta é a 3ª e última menção honrosa de 2007, mas que não vai ter audição por este blog. Para quem quiser, o vídeo encontra-se aqui. Mais informações sobre os Okkervil River encontram-se aqui disponíveis.

"And I knew that my last lines were gone while stupidly I lingered on, other wise men know when it's time to go
And so I should, too

And so I fly into the brightest winter sun
Of this frozen town, I'm stripped down to move on
My friends, I'm gone

Well, I hear my father fall
And I hear my mother call
And I hear the others all whispering, "Come home"
I'm sorry to go
I loved you all so
But this is the worst trip I've ever been on

So, hoist up the John B. sail
(Hoist up the John B. sail)
See how the main sail sets
(See how the main sail sets)
I've folded my heart in my head and I wanna go home
With a book in my hand
In the way I had planned
Well, this is the worst trip I've ever been on
"

2007/12/18

Things You Know How to Maximize


O tema proposto para hoje, ou seja a 13ª melhor música de 2007, na minha opinião, pode ser ouvido aqui através do clip oficial. Refiro-me a "Must Be the Moon", dos norte-americanos !!! (Chk Chk Chk), extraído do álbum 'Myth Takes'. Uma música que inspirou este post do passado que curiosamente é presente, tipo "Inland Empire". Sem novidades, portanto. Tocou muito. Dançou-se muito. Vibrou-se em viagem, fez-se presença, alcançou o fundo das rochas de um espaço que outrora foi mar. Reapareceu num local fustigado pelos ventos fortes do Atlântico,
ao se passar na linha imaginária do Meridiano de Greenwich.


Mas nessa altura, estando as pessoas ou não no mundo da lua, o 12º tema do ano também brilhou. Brilhou como se muita coisa quisesse crescer, maximizar, optimizar, como fogo na noite, como chama de dia, como facho que iluminava o meu corredor. Hoje, tempo presente, quem precisa de se actualizar sou eu. Por este motivo, continuo a ouvir, e muito (como se cantasse para mim próprio), "Pogo", dos alemães Digitalism, extraído do álbum 'Idealism'.

Informações adicionais sobre os !!! (Chk Chk Chk) podem ser obtidas aqui. No que diz respeito aos Digitalism, consultar este link, em caso de interesse, embora infelizmente não haja nada que esteja solto pelo ar que respiro.

"it's been quite a while since i could experience your brightness
now you've got a brighter smile and i think i'm going to like it
talking bout the better things you know how to maximize
everything around you will become super sized

you have to set up
away from
what matters
is get it prepared
forward!

yeah whoa-ho there's something in the air
yeah whoa-ho there's something in the air
yeah whoa-ho there's something in the air
yeah whoa-ho there's something in the air
woohoo

cus i been dreaming we can be the fire for this night
"

2007/12/15

Give Me Your Hand and Let's Jump Out the Window


Nascidos para reproduzir e multiplicar-nos? Não necessariamente verdade, a não ser que estejamos apenas no campo biológico da questão. A mente humana tem que se libertar do cliché "nascer, casar, reproduzir, morrer." Temos mais funções no pouco tempo que passamos pela Terra.

Afasta o teu humor negro racional e atreve a libertar os teus pesadelos antes que alcances a janela de emergência do cometa em que viajas. Tal como os The Shins aqui fazem, liberta os teus balões, mostrando que isso é uma forma exemplar de comportamento.

Mais um sábado. Hoje. Também eu tenho que verificar as minhas limitações ao pé de uma janela de emergência. Cuspido do oceano, corpo em terra, corpo no mar, ainda admirado e confuso por ter saído de um comboio em andamento, corpo e meio marcado de feridas, tento encontrar uma janela para saltar. Com ou sem as tuas mãos.

Olha o cometa a passar. Eu agarro-te. Embora?

Hoje chega o tema #16, uma música fantástica e que eu gosto muito. Uma canção que floresceu no princípio deste ano e que já passou por este blog há muito tempo: "Australia", dos The Shins, extraída do álbum 'Wincing the Night Away', um dos 20 melhores álbuns de 2007, na minha opinião. Como habitualmente, mais informações sobre os The Shins podem aqui ser lidas.

"You'll be damned to pining through the windowpanes
You know you'd trade your life for any ordinary Joe's
Well do it now or grow old
'Cause your nightmares only need a year or two to unfold

Been alone since you were 21
You haven't laughed since January
You try and make like this is so much fun
But we know it to be quite contrary

La la la la la la la

Dare to be one of us girl
Facing the android's conundrum
You see I felt like I should just cry
But nothing happens every time I take one on the chin
Yeah Himmler in your coat
You don't know how long I have been watching
The lantern dim starved of oxygen
So give me your hand and let's jump out the window
"

2007/11/24

... With a Book in My Hand

(+ Headphones in My Ears and with My Heart in My Head)


What gives this mess some grace unless it's fictions
Unless it's licks, man
Unless it's lies or it's love

Can you hold the hand of a rock 'n roll man?

2007/11/20

Ausência em Modo Côncavo


Confuso e ainda entre estações,
deixo que a sombra acenda a luz do quarto,
olhos abertos, quieto numa madrugada
nada parada
onde o mar que se ouvia
para a janela me guiaria
lá, onde se via que a água que escorria
desenhava inconscientemente
a silhueta de quem a luz do quarto
deixara trémula e indecifrável.

Chovia.
Muito. Finalmente as Nuvens comigo choraram.
Na incerteza do possível,
tal como os dragões seguem os barcos.